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quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"focus power"

Ao fim de pouco mais de 1 mês de regresso à vida activa tenho que reconhecer que isto não é fácil...

Emagreci 3 kg, durmo umas 6 horas numa noite boa, ando sempre a correr, esqueço-me de tudo o que não é a Filhota e que não me aparece como alerta no outlook (e mesmo esses tem dias) e sinto-me cansada... tão cansada...

Não estou a ser tão produtiva como queria no trabalho. Tenho que melhorar, não posso desanimar nem perder de vista os meus objectivos.
Estou a trabalhar sozinha, por isso só depende de mim.

Prefiro trabalhar em equipa: motivo-me e esforço-me mais quando há gente a contar comigo e quando posso debater os problemas e as várias soluções encontradas. Sozinha perco-me, é mais difícil organizar-me. Este projecto é um desafio nesse aspecto.

E, no entanto, não ando infeliz. A minha vida é uma correria, não consigo fazer tudo o que quero, mas estranhamente, ando contente.

Só tenho que melhorar o "focus power" e não me deixar dispersar...
....e, já agora, comçar a tomar umas vitaminas!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vivam os alertas do Outlook ou o ponto a que chega a uma cabeça-no-ar

Como catalogar uma pessoa que precisa de colocar um alerta no Outlook para trazer para casa, ao fim do dia, as compras de supermercado que fez à hora de almoço!?!?

... e que quando não coloca o alerta só se lembra das compras em casa, quando verifica que não há com que fazer o jantar?!?!

Sim.. sou eu...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Viagens no tempo

Esta manhã, ao ir para o trabalho, apanhei no rádio a música " Casal Garcia", dos Despe e Siga e de repente tinha 17 anos outra vez.

Existem músicas que por qualquer razão me transportam directamente para a época em que as ouvi ou as senti pela primeira vez, mesmo que nem goste delas. Com esta música acontece isso.

Sempre que a ouço tenho outra vez 17 anos e estou de férias de verão em Lagos, ando num grupo enorme que se reúne na praia da Batata de dia, e faz festas na praia, à noite, com o Teixeira a tocar guitarra (“Casal Garcia” era das músicas menos boas) e bebidas "oferecidas" pelo bar do parque de campismo dos militares. Festas que terminavam comigo a mastigar grãos de café para cortar o efeito do álcool para os meus pais não notarem.

Sinto o cheiro do mar e da minha pele salgada, sinto a urgência de tentar aproveitar cada minuto dos 3 meses de férias e sinto a frustração de não saber jogar bem vólei e ser tímida demais para me juntar à roda de jogadores que se costuma formar ao fim da tarde.

Volta também o deslumbramento e a confusão que sentia nessa altura em que todos os dias se descobrem coisas novas e em que as amizades que se fazem em 15 dias parecem ter força para durar uma vida.

Não me sinto triste: sinto-me com a força e energia que tinha aos 17 anos, sinto que por dentro sou a mesma e, enquanto a sensação não passa, sinto que a minha vida pode ser o que eu decidir... o que quer que isso seja!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Hello stranger

Agora que voltei ao trabalho sinto-me mais "eu". Já tinha saudades de mim, é engraçado reencontrar-me fora do papel de mãe.

Por incrível que pareça cheguei ao fim desta 1ª semana cheia de energia a a acreditar que vou conseguir gerir isto, mesmo tendo feito uma noitada de trabalho até às 2:30.

Não me conhecia como uma pessoa optimista. Espero que esta nova fase dure mais que 7 dias!

... também não me conhecia como uma pessoa organizada mas esta semana percebi que só com organização e rotinas é que isto vai lá.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ao sul



Estou em Lagos desde sábado. Pensei que ia poder descansar mas afinal... enganei-me. Continuo cansada, isto de ter um Pipoca para cuidar gasta muita energia de uma pessoa, mesmo tendo os meus pais por perto.

O pior é que ainda não encontrei tempo para mim. Parece que a única altura em que tenho tempo é quando ela adormece, à noite.

Não tenho conseguido ler nada, escrever nada, passear ... e fui à praia 2 vezes, 1 hora de cada vez, e foi porque os meus pais ficaram com a Pipoca.

E ainda eu digo que quero 3 putos. Definitivamente, vou ter que arranjar empregada doméstica a tempo inteiro (piadinha) e criar dias de 48 horas!

Claro que no meio disto tudo também não tenho tempo "de qualidade" com o pai da Pipoca... Agora ele está a trabalhar, ficou em Lisboa. Mas, mesmo quando estamos juntos, parecemos 2 amigos que, por acaso, estão a cuidar do mesmo bebé.

Enfim, ainda ando em fase de reajuste e à procura de encaixar nalgum lado.
Vamos ver onde fica o sonho.

Hasta.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Resume Working

Preciso de voltar a por o cérebro a funcionar e pensar um pouco em mim. Adoro-a, mas esta vida de mãe a tempo inteiro não é para mim.

Volto em breve com ideias bem mais definidas.

I miss me (e nunca pensei escrever isto!)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O pó dos dias

E os dias passam... iguais em tudo mas muito diferentes nas coisas que ela já faz: Já levanta melhor a cabeça, já escuta com mais atenção quando falam com ela, já sorri muito mais, já consegue dar murros nos bonecos do mobile... E eu derreto-me completamente por dentro quando a vejo espreguiçar-se, sorrir ou fazer cara de compenetrada ("zangada" tipo eu ).

Ao mesmo tempo, tenho uma sensação de frustração enorme por estar tanto tempo em casa... definitivamente não sou pássaro de gaiola. E ando cansada... muito cansada. Não durmo mais de 2h 1/2 seguidas desde que ela nasceu. Ao fim de um mês isso já faz mossa.

E há também a ansiedade de que não percebe nada de crianças. Tudo é novidade, tudo é feito com dúvidas, tudo é por tentativa erro - desejando sempre que o erro não seja demasiado prejudicial - tudo está sob um peso de responsabilidade brutal porque se tenta fazer o melhor, para que Ela seja melhor e mais feliz que eu...

E depois há os dias que são sempre iguais: dormitar, pôr chupeta sempre que cai e Ela chora, dar mama, mudar fralda, adormece-la, tentar comer qualquer coisa... No meio destas rotinas, muitas vezes, o meu cérebro desliga e ajo em piloto automático.

O problema é nas alturas em que EU reapareço, em que volto à superfície. Nessas alturas vem a sensação de estar numa rotina de alienação, a inveja do pai que sai para ir trabalhar, estar com adultos, conversar normalmente, saber e falar do que se passa no mundo, ter os stresses do trabalho, os desafios mentais, as actividades normais de até há 1 mês, as idas ao ginásio, ao café, sair à noite.

E essa parte custa muito. Mesmo.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

De volta à superfície...


Estou a começar a voltar a ter um pouco de tempo para mim. É bom voltar a ter uma 1/2 hora disponível para ler qualquer coisa, ver as notícias, ver o mail e consultar os blogs que sigo.
Faz-me sentir que, apesar de todas as mudanças, estou de volta a mim.

Mas tenho que confessar que também é muito bom estar cuidar dela. Muito melhor do que eu estava à espera.
Deve ser uma mistura de hormonas e de tempo: tempo a olhar para ela, tempo a dar de mamar, tempo que demora a vestir ou despir as roupas tamanho "boneco", tempo de preocupação sobre "o que quer dizer este choro?" e muito, muito tempo sem dormir. Sim, porque apesar de chorar pouco e dormir 5 ou 6 horas seguidas por noite... as minhas horas de sono diminuíram muito.

No meio do turbilhão sobra muito pouco tempo para mim mas nunca pensei que fosse tão gratificante.

Estou feliz.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

It´s the end of the world as I know it

Amanhã é o meu último dia de férias... tal como as conheço.
Nos próximos anos vão ser bem diferentes, com certeza. Vou deixar de poder ter dias só para mim sempre que me apetece.
Quero aproveitar bem o dia apesar das "limitações" motoras.

Amanhã também faço 33 anos.
Os anos estão a passar mais depressa, deve ser porque não os estou a aproveitar bem, devo andar embrenhada e anestesiada demais em coisas como o trabalho e a tentativa de ter uma vida normal, que encaixe no que "é suposto". É cansativo tentar levar a vida que "é suposto". E para o conseguir fazer mais vale não pensar muito no assunto e deixar os dias correr.

O problema quando não se pensa de dia é que se sonha de noite.
Espero que este blog me obrigue a escrever o que penso e me leve para mais perto dos sonhos, mesmo que não se encaixem no que é esperado e mesmo que me sinta mais fora de controlo e à deriva, sensações que tento evitar a qualquer custo...

A única parte menos má de os anos passarem sem eu dar conta é que me sinto com a mesma idade mental que aos 23 anos. Apesar de não ser o que está reflectido no espelho.