quarta-feira, 22 de julho de 2009

Das cerejas no topo do gelado


Há momentos que são como cerejas no topo do gelado, ou, dito de outra forma, momentos que fazem valer a pena existir.

Tenho muita sorte, agora todos os dias tenho um desses momentos: a Pipoca quando acorda de manhã dá cada sorriso de felicidade que é contagiante, enche-me o coração, faz-me levitar e acreditar que tudo isto vale a pena.

Ela fica realmente feliz quando acorda: feliz por estar ali, feliz por a luz inundar o quarto, feliz por ser um novo dia cheio de coisas a descobrir, feliz por ver a "Mamã" (ainda acho estranho isso ser comigo), feliz por estar viva.

...E as minhas manhãs passaram a ser 15.000 vezes melhores.


PS - Sei que isto soa imenso cliché, e que "dantes", quando pais recentes diziam baboseiras destas, eu achava uma chachada. Mas... é verdade e estou com-ple-ta-men-te rendida. Assumo!

Traçando rotas... Filhotes

Esta rota não precisa de traçado muito definido, felizmente é uma rota conhecida e óptima de percorrer!

Vou ver como se aguenta a relação quando voltar ao trabalho, em Outubro... e tentar conciliar agendas, porque com uma Pipoca as coisas ficam "um pouco" menos espontâneas.

Traçando rotas... eMBA

Para entrar no eMBA vou precisar de:

  • Poupar dinheiro (40.000 € para começar, pode a empresa não comparticipar e recuso-me a pedir tudo emprestado aos papás);
  • Estudar e tirar uma óptima nota no GMAT:
    • Encomendar os materiais de estudo/prática;
    • Pesquisar cursos de apoio ao GMAT em Lisboa;
    • Fazer o exame;
  • Definir quais as 3 universidades/escolas a que me vou candidatar - verificar o curriculum do curso, o ranking e o modelo de aulas;
  • Analisar o calendário de candidatura dos locais seleccionados;
  • Entrar em grupos online de apoio.

E sim... não estou a pensar em tirar apenas em Portugal. Se é para fazer, dar o litro e passar 1 ano lixado, então faz-se como deve ser!

Claro que para isso ele precisa de me apoiar com a Pipoca e eventuais outros Filhotes.. e os avós precisam de nos apoiar a todos, porque vai ser um período complicado. Isto tudo sem parar de trabalhar, porque é preciso que entrem dois ordenados em casa.

Quem disse que sou uma rapariga de se contentar com pouco, hum??

Traçando rotas... morar em Lisboa

Para ir morar para Lisboa vai ser preciso vender o apartamento dele, que fica nos subúrbios, amortizar ao máximo o meu T1 - vulgo "cafofo", que fica em Lisboa e encontrar um apartamento T3 em Lisboa com:

  • garagem (condição dele);
  • a menos de 15 min do Metro (condição minha);
  • num prédio sem marquises (condição dele);
  • com menos de 9 andares (condição minha);
  • com menos de 20 anos (condição dele);
  • "boas áreas", ou o que quer que isso seja (condição de ambos);
  • E... que possamos pagar (condição altamente condicionante).

Parece fácil, não é? :-)

Por enquanto estou na fase de amortizar o meu apartamento (a correr como previsto) e... de "o" dinamizar para por o apartamento dele no mercado. Ás vezes é como mover o Adamastor....

Destinos



Ora bem, vamos lá definir objectivos/sonhos, senão nunca mais saio desta modorra.

Os meus sonhos a médio prazo são os seguintes (não necessariamente por esta ordem):
  • ir viver para Lisboa;
  • ter outro filhote, de preferência antes dos 35 (se a relação aguentar e se eu aguentar o embate da reentrada na vida activa);
  • entrar num eMBA numa escola de referência, até aos 35 (e termina-lo no prazo previsto).
Existem outros, mas estes por agora são os basilares.
A coisa é ambiciosa, especialmente tendo em conta que a Pipoca tem 3 meses. Mas ninguém anda cá para ser feliz e são as descargas de adrenalina que me dão razões para viver (e os sorrisos da Pipoca também).

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Ao sul



Estou em Lagos desde sábado. Pensei que ia poder descansar mas afinal... enganei-me. Continuo cansada, isto de ter um Pipoca para cuidar gasta muita energia de uma pessoa, mesmo tendo os meus pais por perto.

O pior é que ainda não encontrei tempo para mim. Parece que a única altura em que tenho tempo é quando ela adormece, à noite.

Não tenho conseguido ler nada, escrever nada, passear ... e fui à praia 2 vezes, 1 hora de cada vez, e foi porque os meus pais ficaram com a Pipoca.

E ainda eu digo que quero 3 putos. Definitivamente, vou ter que arranjar empregada doméstica a tempo inteiro (piadinha) e criar dias de 48 horas!

Claro que no meio disto tudo também não tenho tempo "de qualidade" com o pai da Pipoca... Agora ele está a trabalhar, ficou em Lisboa. Mas, mesmo quando estamos juntos, parecemos 2 amigos que, por acaso, estão a cuidar do mesmo bebé.

Enfim, ainda ando em fase de reajuste e à procura de encaixar nalgum lado.
Vamos ver onde fica o sonho.

Hasta.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Resume Working

Preciso de voltar a por o cérebro a funcionar e pensar um pouco em mim. Adoro-a, mas esta vida de mãe a tempo inteiro não é para mim.

Volto em breve com ideias bem mais definidas.

I miss me (e nunca pensei escrever isto!)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O pó dos dias

E os dias passam... iguais em tudo mas muito diferentes nas coisas que ela já faz: Já levanta melhor a cabeça, já escuta com mais atenção quando falam com ela, já sorri muito mais, já consegue dar murros nos bonecos do mobile... E eu derreto-me completamente por dentro quando a vejo espreguiçar-se, sorrir ou fazer cara de compenetrada ("zangada" tipo eu ).

Ao mesmo tempo, tenho uma sensação de frustração enorme por estar tanto tempo em casa... definitivamente não sou pássaro de gaiola. E ando cansada... muito cansada. Não durmo mais de 2h 1/2 seguidas desde que ela nasceu. Ao fim de um mês isso já faz mossa.

E há também a ansiedade de que não percebe nada de crianças. Tudo é novidade, tudo é feito com dúvidas, tudo é por tentativa erro - desejando sempre que o erro não seja demasiado prejudicial - tudo está sob um peso de responsabilidade brutal porque se tenta fazer o melhor, para que Ela seja melhor e mais feliz que eu...

E depois há os dias que são sempre iguais: dormitar, pôr chupeta sempre que cai e Ela chora, dar mama, mudar fralda, adormece-la, tentar comer qualquer coisa... No meio destas rotinas, muitas vezes, o meu cérebro desliga e ajo em piloto automático.

O problema é nas alturas em que EU reapareço, em que volto à superfície. Nessas alturas vem a sensação de estar numa rotina de alienação, a inveja do pai que sai para ir trabalhar, estar com adultos, conversar normalmente, saber e falar do que se passa no mundo, ter os stresses do trabalho, os desafios mentais, as actividades normais de até há 1 mês, as idas ao ginásio, ao café, sair à noite.

E essa parte custa muito. Mesmo.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

De volta à superfície...


Estou a começar a voltar a ter um pouco de tempo para mim. É bom voltar a ter uma 1/2 hora disponível para ler qualquer coisa, ver as notícias, ver o mail e consultar os blogs que sigo.
Faz-me sentir que, apesar de todas as mudanças, estou de volta a mim.

Mas tenho que confessar que também é muito bom estar cuidar dela. Muito melhor do que eu estava à espera.
Deve ser uma mistura de hormonas e de tempo: tempo a olhar para ela, tempo a dar de mamar, tempo que demora a vestir ou despir as roupas tamanho "boneco", tempo de preocupação sobre "o que quer dizer este choro?" e muito, muito tempo sem dormir. Sim, porque apesar de chorar pouco e dormir 5 ou 6 horas seguidas por noite... as minhas horas de sono diminuíram muito.

No meio do turbilhão sobra muito pouco tempo para mim mas nunca pensei que fosse tão gratificante.

Estou feliz.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Estão a acabar-se as férias... agora só daqui a 15 anos

Bom, vou aproveitar bem o dia e fazer só o que apetecer.
Para começar já tenho uma óptima banda sonora, o último CD dos U2.

A partir de amanhã vai ser tudo diferente, dizem que para melhor...vamos ver.

Se me quiserem encontrar estou por aí a passear e com os meus amigos.

Fui!

PS - Sinto-me claramente como no último dia de férias grandes antes de começar a trabalhar pela primeira vez.... mas o frio na barriga ainda é maior!