Voltei ao trabalho na 2ª feira. Voltei 1 semana mais cedo, mas também já estava há quase 8 meses em casa.
O desafio agora é perceber como conciliar o trabalho e ser produtiva, mesmo com as 2 horas a menos de amamentação, e ao mesmo tempo conseguir ser uma mãe presente e brincalhona.
Pela primeira vez na vida digo bem das rotinas, só a rotina é que me vai permitir aguentar isto... mas só se ela resolver continuar a colaborar com o seu bom feitio e continuar a adormecer pouco antes das 8 da noite e só acordar para mamar... para eu poder pegar no trabalho depois de jantar.
Ela está a ficar com a minha sogra e esta 1ª semana correu bem. Mas a partir das 4 da tarde começa a olhar para quem passa à porta de casa e começa a choramingar sempre quando percebe que não é a mãe. Quando me vê faz uma festa! (e eu fico num misto de orgulho, por ser importante para ela, e de pena, por ela já sentir saudades e saber que isso custa).
Pela minha parte a separação não está a custar muito ela porque ando demasiado ocupada para pensar nisso.
Ser mãe está a ser muito melhor do que tinha imaginado. Continuo a querer repetir em breve... "só" tenho que descobrir como conciliar isso com o trabalho. Porque eu reconheço: os meus neurónios já tinham saudades do trabalho e não me imagino a ser mãe a tempo inteiro.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Do silêncio acompanhado
Adoro os que tenho, sinto falta dos que perdi pelo caminho.
Dreaming of:
amigas,
espuma dos dias
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Das cerejas no topo do gelado
Há momentos que são como cerejas no topo do gelado, ou, dito de outra forma, momentos que fazem valer a pena existir.
Tenho muita sorte, agora todos os dias tenho um desses momentos: a Pipoca quando acorda de manhã dá cada sorriso de felicidade que é contagiante, enche-me o coração, faz-me levitar e acreditar que tudo isto vale a pena.
Ela fica realmente feliz quando acorda: feliz por estar ali, feliz por a luz inundar o quarto, feliz por ser um novo dia cheio de coisas a descobrir, feliz por ver a "Mamã" (ainda acho estranho isso ser comigo), feliz por estar viva.
...E as minhas manhãs passaram a ser 15.000 vezes melhores.
PS - Sei que isto soa imenso cliché, e que "dantes", quando pais recentes diziam baboseiras destas, eu achava uma chachada. Mas... é verdade e estou com-ple-ta-men-te rendida. Assumo!
Tenho muita sorte, agora todos os dias tenho um desses momentos: a Pipoca quando acorda de manhã dá cada sorriso de felicidade que é contagiante, enche-me o coração, faz-me levitar e acreditar que tudo isto vale a pena.
Ela fica realmente feliz quando acorda: feliz por estar ali, feliz por a luz inundar o quarto, feliz por ser um novo dia cheio de coisas a descobrir, feliz por ver a "Mamã" (ainda acho estranho isso ser comigo), feliz por estar viva.
...E as minhas manhãs passaram a ser 15.000 vezes melhores.
PS - Sei que isto soa imenso cliché, e que "dantes", quando pais recentes diziam baboseiras destas, eu achava uma chachada. Mas... é verdade e estou com-ple-ta-men-te rendida. Assumo!
Traçando rotas... Filhotes
Esta rota não precisa de traçado muito definido, felizmente é uma rota conhecida e óptima de percorrer!
Vou ver como se aguenta a relação quando voltar ao trabalho, em Outubro... e tentar conciliar agendas, porque com uma Pipoca as coisas ficam "um pouco" menos espontâneas.
Vou ver como se aguenta a relação quando voltar ao trabalho, em Outubro... e tentar conciliar agendas, porque com uma Pipoca as coisas ficam "um pouco" menos espontâneas.
Traçando rotas... eMBA
Para entrar no eMBA vou precisar de:
- Poupar dinheiro (40.000 € para começar, pode a empresa não comparticipar e recuso-me a pedir tudo emprestado aos papás);
- Estudar e tirar uma óptima nota no GMAT:
- Encomendar os materiais de estudo/prática;
- Pesquisar cursos de apoio ao GMAT em Lisboa;
- Fazer o exame;
- Definir quais as 3 universidades/escolas a que me vou candidatar - verificar o curriculum do curso, o ranking e o modelo de aulas;
- Analisar o calendário de candidatura dos locais seleccionados;
- Entrar em grupos online de apoio.
E sim... não estou a pensar em tirar apenas em Portugal. Se é para fazer, dar o litro e passar 1 ano lixado, então faz-se como deve ser!
Claro que para isso ele precisa de me apoiar com a Pipoca e eventuais outros Filhotes.. e os avós precisam de nos apoiar a todos, porque vai ser um período complicado. Isto tudo sem parar de trabalhar, porque é preciso que entrem dois ordenados em casa.
Quem disse que sou uma rapariga de se contentar com pouco, hum??
Traçando rotas... morar em Lisboa
Para ir morar para Lisboa vai ser preciso vender o apartamento dele, que fica nos subúrbios, amortizar ao máximo o meu T1 - vulgo "cafofo", que fica em Lisboa e encontrar um apartamento T3 em Lisboa com:
- garagem (condição dele);
- a menos de 15 min do Metro (condição minha);
- num prédio sem marquises (condição dele);
- com menos de 9 andares (condição minha);
- com menos de 20 anos (condição dele);
- "boas áreas", ou o que quer que isso seja (condição de ambos);
- E... que possamos pagar (condição altamente condicionante).
Parece fácil, não é? :-)
Por enquanto estou na fase de amortizar o meu apartamento (a correr como previsto) e... de "o" dinamizar para por o apartamento dele no mercado. Ás vezes é como mover o Adamastor....
Destinos
Ora bem, vamos lá definir objectivos/sonhos, senão nunca mais saio desta modorra.
Os meus sonhos a médio prazo são os seguintes (não necessariamente por esta ordem):
- ir viver para Lisboa;
- ter outro filhote, de preferência antes dos 35 (se a relação aguentar e se eu aguentar o embate da reentrada na vida activa);
- entrar num eMBA numa escola de referência, até aos 35 (e termina-lo no prazo previsto).
A coisa é ambiciosa, especialmente tendo em conta que a Pipoca tem 3 meses. Mas ninguém anda cá para ser feliz e são as descargas de adrenalina que me dão razões para viver (e os sorrisos da Pipoca também).
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Ao sul

Estou em Lagos desde sábado. Pensei que ia poder descansar mas afinal... enganei-me. Continuo cansada, isto de ter um Pipoca para cuidar gasta muita energia de uma pessoa, mesmo tendo os meus pais por perto.
O pior é que ainda não encontrei tempo para mim. Parece que a única altura em que tenho tempo é quando ela adormece, à noite.
Não tenho conseguido ler nada, escrever nada, passear ... e fui à praia 2 vezes, 1 hora de cada vez, e foi porque os meus pais ficaram com a Pipoca.
E ainda eu digo que quero 3 putos. Definitivamente, vou ter que arranjar empregada doméstica a tempo inteiro (piadinha) e criar dias de 48 horas!
Claro que no meio disto tudo também não tenho tempo "de qualidade" com o pai da Pipoca... Agora ele está a trabalhar, ficou em Lisboa. Mas, mesmo quando estamos juntos, parecemos 2 amigos que, por acaso, estão a cuidar do mesmo bebé.
Enfim, ainda ando em fase de reajuste e à procura de encaixar nalgum lado.
Vamos ver onde fica o sonho.
Hasta.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Resume Working
Preciso de voltar a por o cérebro a funcionar e pensar um pouco em mim. Adoro-a, mas esta vida de mãe a tempo inteiro não é para mim.
Volto em breve com ideias bem mais definidas.
I miss me (e nunca pensei escrever isto!)
Volto em breve com ideias bem mais definidas.
I miss me (e nunca pensei escrever isto!)
quinta-feira, 7 de maio de 2009
O pó dos dias
E os dias passam... iguais em tudo mas muito diferentes nas coisas que ela já faz: Já levanta melhor a cabeça, já escuta com mais atenção quando falam com ela, já sorri muito mais, já consegue dar murros nos bonecos do mobile... E eu derreto-me completamente por dentro quando a vejo espreguiçar-se, sorrir ou fazer cara de compenetrada ("zangada" tipo eu ).
Ao mesmo tempo, tenho uma sensação de frustração enorme por estar tanto tempo em casa... definitivamente não sou pássaro de gaiola. E ando cansada... muito cansada. Não durmo mais de 2h 1/2 seguidas desde que ela nasceu. Ao fim de um mês isso já faz mossa.
E há também a ansiedade de que não percebe nada de crianças. Tudo é novidade, tudo é feito com dúvidas, tudo é por tentativa erro - desejando sempre que o erro não seja demasiado prejudicial - tudo está sob um peso de responsabilidade brutal porque se tenta fazer o melhor, para que Ela seja melhor e mais feliz que eu...
E depois há os dias que são sempre iguais: dormitar, pôr chupeta sempre que cai e Ela chora, dar mama, mudar fralda, adormece-la, tentar comer qualquer coisa... No meio destas rotinas, muitas vezes, o meu cérebro desliga e ajo em piloto automático.
O problema é nas alturas em que EU reapareço, em que volto à superfície. Nessas alturas vem a sensação de estar numa rotina de alienação, a inveja do pai que sai para ir trabalhar, estar com adultos, conversar normalmente, saber e falar do que se passa no mundo, ter os stresses do trabalho, os desafios mentais, as actividades normais de até há 1 mês, as idas ao ginásio, ao café, sair à noite.
E essa parte custa muito. Mesmo.
Ao mesmo tempo, tenho uma sensação de frustração enorme por estar tanto tempo em casa... definitivamente não sou pássaro de gaiola. E ando cansada... muito cansada. Não durmo mais de 2h 1/2 seguidas desde que ela nasceu. Ao fim de um mês isso já faz mossa.
E há também a ansiedade de que não percebe nada de crianças. Tudo é novidade, tudo é feito com dúvidas, tudo é por tentativa erro - desejando sempre que o erro não seja demasiado prejudicial - tudo está sob um peso de responsabilidade brutal porque se tenta fazer o melhor, para que Ela seja melhor e mais feliz que eu...
E depois há os dias que são sempre iguais: dormitar, pôr chupeta sempre que cai e Ela chora, dar mama, mudar fralda, adormece-la, tentar comer qualquer coisa... No meio destas rotinas, muitas vezes, o meu cérebro desliga e ajo em piloto automático.
O problema é nas alturas em que EU reapareço, em que volto à superfície. Nessas alturas vem a sensação de estar numa rotina de alienação, a inveja do pai que sai para ir trabalhar, estar com adultos, conversar normalmente, saber e falar do que se passa no mundo, ter os stresses do trabalho, os desafios mentais, as actividades normais de até há 1 mês, as idas ao ginásio, ao café, sair à noite.
E essa parte custa muito. Mesmo.
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