terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vivam os alertas do Outlook ou o ponto a que chega a uma cabeça-no-ar

Como catalogar uma pessoa que precisa de colocar um alerta no Outlook para trazer para casa, ao fim do dia, as compras de supermercado que fez à hora de almoço!?!?

... e que quando não coloca o alerta só se lembra das compras em casa, quando verifica que não há com que fazer o jantar?!?!

Sim.. sou eu...

No fim do mês atiro-me de cabeça



No fim do mês vou deixar de tomar a pílula. Depois, quando for será...

Até me dá um frio no estômago, vai ser como saltar de uma rocha bem alta para mergulhar no mar.

Mas que se lixe: a vida já está um caos de qualquer forma e quanto mais tempo passar, quanto mais independente ela for, menos vontade hei-de ter. Hei-de conseguir inventar tempo para conciliar tudo.

Não gosto de estar grávida, mas estou tão feliz por a Pipoca existir!
Por isso: venha mais um ou dois para ajudar à festa!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Morar em Lisboa

Andamos a ver casas em Lisboa que cumpram os nossos requisitos e o espantoso é o à vontade com que se pedem mais de 500.000 euros por um T3, como se fosse a coisa mais natural do mundo e uma mercadoria tão facilmente negociável como 1 kg de maçãs. Mas será que anda tudo louco... ou eu é que sou muito pobre e ainda não tínha dado conta disso?

E quando se mostra ou descreve a casa acho sempre extraordinário quando se diz que uma sala com 40 m2 é uma “sala simpática” ou com “uma área razoável”. Possa, devo estar mesmo muito mal habituada porque na maior parte dos apartamentos que conheço, em Lisboa, uma sala de 40 m2 é GRANDE! Enfim, devo ser mesmo pé no chinelo…

Como dizia o outro: “pode-se tirar a rapariga de Arroios mas não se pode tirar Arroios da rapariga”. Pelos vistos eu continuo lá até à medula :-)

Outra coisa que me irrita solenemente é a atitude da maior parte dos vendedores: falam como se me conhecessem há mais de 10 anos e assumem sempre que o homem, por ser macho, é a única entidade com capacidades cognitivas no casal que está à frente deles. Definitivamente, não é um bom caminho para começar a negociar comigo.

Vai ser uma rota longa...a viagem ainda está no início!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

E quando a trabalhadora interfere com a mãe...

Hoje foi o primeiro dia em que, por causa de uma reunião de trabalho, só estive com ela para a deitar a dormir. Custou muito mais do que tinha imaginado.

Tenho que fazer os possíveis para que seja uma situação rara. Prefiro mil vezes trabalhar em casa noite dentro, depois de ter tido umas horas para estar com ela com calma.

Mas.. continuo a acreditar que se pode ter uma carreira e ser mãe..haja vontade e muita organização!

domingo, 18 de outubro de 2009

Burocracias

Sabemos que a empresa a que pertencemos tem demasiada burocracia quando se passa várias horas de um fim-de-semana a trabalhar em processos internos como: actualizar e fazer o update do CV de 3 formas distintas para 3 aplicações distintas, actualizar objectivos anuais, actualizar objectivos por projecto... enfim... merdices!.. e um sol tão bonito lá fora.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Viagens no tempo

Esta manhã, ao ir para o trabalho, apanhei no rádio a música " Casal Garcia", dos Despe e Siga e de repente tinha 17 anos outra vez.

Existem músicas que por qualquer razão me transportam directamente para a época em que as ouvi ou as senti pela primeira vez, mesmo que nem goste delas. Com esta música acontece isso.

Sempre que a ouço tenho outra vez 17 anos e estou de férias de verão em Lagos, ando num grupo enorme que se reúne na praia da Batata de dia, e faz festas na praia, à noite, com o Teixeira a tocar guitarra (“Casal Garcia” era das músicas menos boas) e bebidas "oferecidas" pelo bar do parque de campismo dos militares. Festas que terminavam comigo a mastigar grãos de café para cortar o efeito do álcool para os meus pais não notarem.

Sinto o cheiro do mar e da minha pele salgada, sinto a urgência de tentar aproveitar cada minuto dos 3 meses de férias e sinto a frustração de não saber jogar bem vólei e ser tímida demais para me juntar à roda de jogadores que se costuma formar ao fim da tarde.

Volta também o deslumbramento e a confusão que sentia nessa altura em que todos os dias se descobrem coisas novas e em que as amizades que se fazem em 15 dias parecem ter força para durar uma vida.

Não me sinto triste: sinto-me com a força e energia que tinha aos 17 anos, sinto que por dentro sou a mesma e, enquanto a sensação não passa, sinto que a minha vida pode ser o que eu decidir... o que quer que isso seja!

Momentos "Ola"



Agora, quando está mais ensonada ou com saudades, ela abraça-se ao meu pescoço quando lhe pego ao colo e aninha a cara contra mim...

.. e eu sou invadida pela música de um anúncio antigo dos Cornettos que terminava com "...e a vida sorri..."

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Hello stranger

Agora que voltei ao trabalho sinto-me mais "eu". Já tinha saudades de mim, é engraçado reencontrar-me fora do papel de mãe.

Por incrível que pareça cheguei ao fim desta 1ª semana cheia de energia a a acreditar que vou conseguir gerir isto, mesmo tendo feito uma noitada de trabalho até às 2:30.

Não me conhecia como uma pessoa optimista. Espero que esta nova fase dure mais que 7 dias!

... também não me conhecia como uma pessoa organizada mas esta semana percebi que só com organização e rotinas é que isto vai lá.

De volta ao trabalho

Voltei ao trabalho na 2ª feira. Voltei 1 semana mais cedo, mas também já estava há quase 8 meses em casa.

O desafio agora é perceber como conciliar o trabalho e ser produtiva, mesmo com as 2 horas a menos de amamentação, e ao mesmo tempo conseguir ser uma mãe presente e brincalhona.

Pela primeira vez na vida digo bem das rotinas, só a rotina é que me vai permitir aguentar isto... mas só se ela resolver continuar a colaborar com o seu bom feitio e continuar a adormecer pouco antes das 8 da noite e só acordar para mamar... para eu poder pegar no trabalho depois de jantar.

Ela está a ficar com a minha sogra e esta 1ª semana correu bem. Mas a partir das 4 da tarde começa a olhar para quem passa à porta de casa e começa a choramingar sempre quando percebe que não é a mãe. Quando me vê faz uma festa! (e eu fico num misto de orgulho, por ser importante para ela, e de pena, por ela já sentir saudades e saber que isso custa).

Pela minha parte a separação não está a custar muito ela porque ando demasiado ocupada para pensar nisso.

Ser mãe está a ser muito melhor do que tinha imaginado. Continuo a querer repetir em breve... "só" tenho que descobrir como conciliar isso com o trabalho. Porque eu reconheço: os meus neurónios já tinham saudades do trabalho e não me imagino a ser mãe a tempo inteiro.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Do silêncio acompanhado


É bom ter amigos daqueles a quem não é preciso dizer quase nada, com quem o silêncio é uma forma de cumplicidade.

Adoro os que tenho, sinto falta dos que perdi pelo caminho.